quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sob Ataque

O mar está a comer Portugal. Qualquer tentativa de controlar a natureza é inútil. Parece um pequeno problema e limitado a alguns proprietários de habitações costeiras. Mas poderíamos minimizar o impacto deste ataque marítimo se tivéssemos um projecto de ordenamento de território que não fosse apenas conversa fiada. A ideia que dá é que os planos directores até existem mas não servem de nada porque ninguém fiscaliza o seu cumprimento. Sendo assim teremos aquilo que merecemos, que é uma costa a desaparecer a um ritmo alucinante. Por isso passaremos ano após ano a construir pontões e a repor a areia perdida para salvar as nossas praias, o que irá desequilibrar ainda mais a natureza e acelerar o processo destrutivo. Não é uma tragédia mas é mais uma situação em que o país mostra um total desgoverno.

1 comentário:

  1. Um “brainstorming” de perguntas, mesmo sem ter estudado o assunto:

    1. As praias são algo essencial para o país em termos de turismo e bem-estar das populações ou apenas uma moda de culturas sub-desenvolvidas?

    2. A erosão das praias é um fenómeno natural, como o açoreamento das lagunas, ou tem causas humanas possíveis de reverter? Ou ainda, vale a pena lutar contra o inevitável?

    3. Será uma das principais causas de erosão das praias a construção de barragens que fazem retenção de sedimentos?

    4. Uma barragem é desígnio estratégico maior ou menor que uma praia, comparando os efeitos a curto e a longo prazo?

    5. Até que ponto os supostos benefícios das barragens (independência energética, controlo de cheias, reservas de água) são válidos?

    6. Que pressão coloca a expansão do parque eólico na construção de barragens, uma vez que a energia eólica não tem uma produção controlável e necessita de uma forma de armazenamento de energia?

    7. A expansão do parque eólico em si tem algum fundamento sustentável ou é apenas mais uma medida que não pode sofrer contestação porque se enquadra dentro da vaca sagrada do Aquecimento Global?

    8. Até que ponto são racionais os locais de construção de uma barragem, mesmo admitindo que em teoria possam ser uma coisa positiva? Consta que várias barragens são construídas em determinados locais apenas porque alguns senhores poderosos gostariam que elas ali estivessem para sua recreação ou negócios a explorar.

    9. No longo prazo, barragens e parques eólicos não destroem um património natural que podia ser uma maior fonte de receitas, até aqui com uma exploração bastante sub-aproveitada.

    10. Por último, e para não me expandir demais, até que ponto os governos tomam decisões tendo em conta questões semelhantes às anteriores ou sustentam-se apenas em estudos de viabilidade mediática?

    WB

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