Hoje foi o 1º dia do resto da nossa vida, o equivalente do ponto de vista de Portugal ao ataque às torres gémeas de Nova York. Pela primeira vez em séculos fomos atacados como nunca antes visto, nem por mar, nem por terra, nem pelo ar, mas via mercados financeiros e no nosso ponto mais fraco que é a dívida. O capitalismo aliado à globalização não perdoa, tal como na natureza, só os fortes sobrevivem. Os fracos servem de alimento aos restantes e assim o ciclo da vida continua.
Talvez amanhã pareça que tudo não passou de uma tempestade num copo de água. Mas é pura ilusão... após esta investida virão certamente outras ainda mais devastadoras. Portugal tem uma grande desvantagem nesta disputa. Andou os últimos 20 anos a viver à custa dos outros e agora precisa de dinheiro emprestado para pagar o que deve. E isso é um chamariz demasiado tentador para os grandes predadores, ou melhor especuladores. É como escolher entre morrer de sede ou ser comido pelos que estão à nossa espera no lago.
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