O 25 de Abril é sempre um dia de grande festa na avenida da liberdade e rossio. Ontem esteve um tempo espectacular o que também ajudou. Não me identifico muito com os slogans, mas admito que para a maioria das pessoas tudo aquilo lhes toque na alma e faça sentido. Gosto particularmente de subir a avenida indo em sentido contrário para apreciar toda a coluna e não ficar restrito apenas a um conjunto de pessoas. Felizmente o 25 de Abril deu-me liberdade para dizer e escrever aquilo que penso, segundo o que me dizem a mesma liberdade que o meu avô não teve enquanto foi vivo.
Por isso aqui vai: na minha opinião mais do que “muitos mil para continuar Abril”, são precisos muitos milhões para derrubar este sistema político podre que nos está a levar ao abismo. Salvar a liberdade implica existirem partidos no governo que despeçam funcionários, baixem salários, cortem na despesa, cortem no investimento, devolvam a ordem e os exames às escolas, mandem para a prisão mais de metade de juízes corruptos, acabem com os seguros de saúde, as auto-estradas inúteis, as construtoras amigas do estado, com as autarquias amigas das construtoras, os privilégios da banca, o proteccionismo às empresas participadas, etc, etc, etc.
O problema é que este discurso é típico de uma ditadura e não de uma democracia. Ou seja, o que estou a dizer é que para salvar a liberdade seria preciso abdicar da democracia. É algo deveras pernicioso, um passo para o abismo, porque as ditaduras começam sempre por resolver problemas sem solução e acabam sempre com o esmagamento de um ou mais povos. Por isso compreendo que o 25 de Abril de 2010 seja o reflexo do passado mas que nos rostos das pessoas esteja visível uma certa premonição sobre um futuro que será evidentemente triste. Por isso mais vale aproveitar e viver intensamente o presente. É o que nos resta…
Por isso aqui vai: na minha opinião mais do que “muitos mil para continuar Abril”, são precisos muitos milhões para derrubar este sistema político podre que nos está a levar ao abismo. Salvar a liberdade implica existirem partidos no governo que despeçam funcionários, baixem salários, cortem na despesa, cortem no investimento, devolvam a ordem e os exames às escolas, mandem para a prisão mais de metade de juízes corruptos, acabem com os seguros de saúde, as auto-estradas inúteis, as construtoras amigas do estado, com as autarquias amigas das construtoras, os privilégios da banca, o proteccionismo às empresas participadas, etc, etc, etc.
O problema é que este discurso é típico de uma ditadura e não de uma democracia. Ou seja, o que estou a dizer é que para salvar a liberdade seria preciso abdicar da democracia. É algo deveras pernicioso, um passo para o abismo, porque as ditaduras começam sempre por resolver problemas sem solução e acabam sempre com o esmagamento de um ou mais povos. Por isso compreendo que o 25 de Abril de 2010 seja o reflexo do passado mas que nos rostos das pessoas esteja visível uma certa premonição sobre um futuro que será evidentemente triste. Por isso mais vale aproveitar e viver intensamente o presente. É o que nos resta…
Sem comentários:
Enviar um comentário