Nem me pronuncio sobre a história das escutas e os eventuais crimes que elas escondam porque não tenho competências jurídicas para tal, nem quero ter. É evidente que o PM anda a pressionar jornalistas desde que chegou ao cargo. As escutas não trazem nada de novo, basta conhecer algum jornalista para ouvir relatos de pressões. Só não vê quem não quer. Mas sinceramente não ligo muito a isso porque os portugueses já revelaram muitas vezes que não têm pudor nenhum em votar em criminosos desde que sintam que podem tirar vantagens com essa escolha e não são os jornalistas que irão mudar isso. Nesses cenários pantanosos o PM está como peixe na água.
O mais grave são as trocas de favores entre certas empresas e o governo. Que resultam em concursos viciados ou que nem sequer chegam a existir. E resultam também em lucros gigantescos de uma meia dúzia de empresas que nem sequer têm grande responsabilidade social, em detrimento de dezenas de outras que não conseguem passar do limiar de sobrevivência. Isso acaba por se traduzir no curto prazo em desemprego e numa economia sem pernas para andar. No médio e longo prazo o problema será ainda maior porque a protecção do estado não é suficiente para que estas empresas entrem de igual para igual em fusões com as suas congéneres europeias. E sem dúvida que os despedimentos que estão a ser adiados à muitas décadas pelas golden shares, serão uma realidade cruel e abrupta nesses cenários de fusão. E nessa altura não haverá mercado para escoar tanto desemprego porque entretanto matámos qualquer hipótese de sobrevivência de todas as empresas não amigas do estado. Sem contar que o próprio estado está tão endividado que também não terá capacidade de absorver milhões de desempregados. É triste mas é mesmo assim.
Às vezes fingimos que não vemos algo que está mesmo ali à nossa frente mas nem sempre é por mal. É normal não se arriscar sem ter a certeza do que vamos encontrar. Mas independentemente disso é natural que estas coisas mexam connosco.
O mais grave são as trocas de favores entre certas empresas e o governo. Que resultam em concursos viciados ou que nem sequer chegam a existir. E resultam também em lucros gigantescos de uma meia dúzia de empresas que nem sequer têm grande responsabilidade social, em detrimento de dezenas de outras que não conseguem passar do limiar de sobrevivência. Isso acaba por se traduzir no curto prazo em desemprego e numa economia sem pernas para andar. No médio e longo prazo o problema será ainda maior porque a protecção do estado não é suficiente para que estas empresas entrem de igual para igual em fusões com as suas congéneres europeias. E sem dúvida que os despedimentos que estão a ser adiados à muitas décadas pelas golden shares, serão uma realidade cruel e abrupta nesses cenários de fusão. E nessa altura não haverá mercado para escoar tanto desemprego porque entretanto matámos qualquer hipótese de sobrevivência de todas as empresas não amigas do estado. Sem contar que o próprio estado está tão endividado que também não terá capacidade de absorver milhões de desempregados. É triste mas é mesmo assim.
Às vezes fingimos que não vemos algo que está mesmo ali à nossa frente mas nem sempre é por mal. É normal não se arriscar sem ter a certeza do que vamos encontrar. Mas independentemente disso é natural que estas coisas mexam connosco.
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