segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Era uma vez um Grego, um Alemão e um Português

Mais de metade dos alemães quer expulsar a Grécia do euro. É natural, os alemães têm uma cultura de trabalho, de rigor nas contas, de esforço e de resultados. Os gregos são diferentes. Não são piores nem melhores, são diferentes. Acho que nenhum grego trocaria ser grego para passar a ser alemão. E vice-versa. A maneira de ser dos alemães faz da Alemanha um país rico. E a maneira de ser dos gregos faz da Grécia um país pobre. Os pobres da Grécia serão sempre uns desgraçados, enquanto que os pobres da Alemanha estarão perto da classe média-alta da Grécia. Mesmo assim os gregos irão sempre preferir ser gregos porque é uma questão cultural. O problema está em querer nivelar os gregos com os alemães ou de uma maneira geral, os do norte com os do sul.

Portugal tem vivido à custa do endividamento externo porque está a ser nivelado pela bitola alemã. Mas agora que a bolha rebentou, há muitas perguntas à espera de resposta. Vamos continuar ligados ao comboio do euro mas desta vez sem pedir dinheiro emprestado para pagar o bilhete? Ou vamos rejeitar cumprir as regras humilhantes que nos vão impor e assumir que vamos a pé? Será que temos escolha, ou vão escolher por nós? Se formos nós a escolher vamos tentar arranjar um esquema para continuar no comboio sem pagar e a fugir do pica? Esta é fácil. É óbvio que sim! É por isso que somos portugueses, e mesmo que ninguém diga abertamente, temos orgulho de ser assim.

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