terça-feira, 31 de março de 2009

Fibra Optica

O governo vai dar incentivos para a construção de redes de nova geração, no fundo vai subsidiar a passagem de fibra óptica em zonas menos rentáveis. Para quem não sabe, zonas menos rentáveis, são zonas em que não existe um número de clientes ou quantidade de tráfego que justifique o investimento. O que é será que passa na cabeça das pessoas que atribuem este tipo de fundos comunitários? Será que a Europa tem alguma consciência da forma como gasta o dinheiro dos seus contribuintes? E o dinheiro não fará falta noutro lado qualquer? Por outro lado, o governo está a dar dinheiro às operadoras de telecomunicações em troca de quê? Programas e-escolas? Criação de novos call centers para absorver novos desempregados licenciados? Favores em futuros concursos públicos? Lugares no futuro governo? Lugares nas administrações das empresas em causa?

3 comentários:

  1. Qualquer opção política passa sempre pela atribuição ou distribuição dos recursos disponíveis. Certamente o investimento em "Redes de Nova Geração" não será uma galinha dos ovos de ouro, mas também não está propriamente ao nível de enfiar biliões de euros para salvar bancos falidos, sem que se veja maneira ou sequer vontade de punir os criminosos e aldrabões de fato azul que os levaram a esse estado.

    De qualquer maneira, uma pergunta é preciso fazer: De onde vem o dinheiro para este e outros investimentos? Quem e como paga? Quem empresta? Entrará o Estado Português em falência técnica?

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  2. Deitar para o lixo "BPN" 2 mil milhoes de euro é realmente muito pior que gastar 40M€ a subsidiar redes de nova geração... concordo contigo :)

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  3. A economia fascista pode ser definida como um “capitalismo de joelhos”. Não é um socialismo mas acaba por ser um verdadeiro anti-capitalismo. No “capitalismo de joelhos” a propriedade continua a ser privada e os capitalistas têm direito a existir mas mediante a condição de fazerem tudo o que o Estado ordenar. Isto foi feito da forma mais explícita na Alemanha nazi e de forma encapotada na União Soviética, onde o mercado negro era permitido existir e gerava a verdadeira economia que conseguiu manter o regime durante tantas décadas, para além da ajuda maciça do Ocidente, suposto inimigo. Na verdade, o que acontece actualmente em Cuba.

    Nas democracias modernas (conceito para aprofundar) o “capitalismo de joelhos” é a regra. Troca-se a liberdade económica pela liberdade política, e mesmo a liberdade económica tem de fazer inúmeras concessões em termos de Magalhães, e-escolas, investimentos em energias alternativas, e todo o tipo de investimentos socialistas que o capital faz em benefício da glória Estado, sempre com a figura cimeira do Primeiro Ministro presente no lançar da primeira pedra, no cortar da fita da inauguração ou na entrega do primeiro portátil. Iniciativa privada quer dizer, nos tempos que correm, alguém que usou o seu próprio dinheiro para conseguir algum tipo de aliança com o Estado. Discutir este ou aquele tipo de incentivo que o Estado pode dar é já aceitar este pano de fundo estatizante e totalitário.

    WB

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