Portugal é um país fantástico, basta viajar durante algum tempo para sentirmos saudade deste pequeno lugar à beira mar plantado. Mas porque será que nos sentimos tão bem no nosso canto? Não é apenas pelas praias porque as do Brasil são melhores. Não é pelo tempo porque não sendo mau é pior que o de Marrocos. Talvez seja pelas pessoas ou pela gastronomia. Mas acho que a simpatia natural portuguesa está a perder-se e os melhores bolos do mundo são alemães. Mas então, saudades de quê? De tudo e de nada em especial, de um conjunto de circunstâncias. Se calhar os nossos pontos fortes não são assim tão fortes, mas os nossos pontos fracos também não são assim tão fracos. A violência não é tão grande como na América do Sul, a diferenças sociais são claramente inferiores às da Ásia, as condições humanitárias e a corrupção são incomparavelmente melhores que em África. E se compararmos com os países mais ricos, não temos terrorismo, crime organizado, suicídios em massa, temos mais férias, mais tempo para ir ao café e à esplanada, temos alguma liberdade de pensamento e apetência criativa que se revela acima de tudo numa brilhante capacidade de desenrasque. A esmagadora maioria da população tem comida, água potável, casa e alguns que não são assim tão poucos, carros, casas de férias, roupas de marca, viagens e outros pequenos luxos. Em Portugal existe um certo equilíbrio natural, um certo encanto que faz com que o nosso país seja confortável para a maioria das pessoas.
Nesse caso qual a razão para abrir um blog com um título tão negativo? É verdade que está no nosso sangue dizer mal de nós próprios mas não é só isso. Os equilíbrios são sempre situações temporárias e a minha intuição diz-me que estamos a chegar a um ponto de viragem em que o nosso bem-estar vai passar a ser posto em causa. Esta ideia é já uma realidade cruel para quem está a tentar dar os primeiros passos no mundo do trabalho e as consequências atingem por tabela quem ainda possui o privilégio de ter um trabalho estável. Mas não é só isso. Durante o período das vacas gordas criaram-se vícios perniciosos. Cada vez há mais corrupção e cada vez há mais pessoas a viverem bem à custa do estado. Está instalada a ideia de que existe um grupo de pessoas, lobbys e empresas que são responsáveis pelo nosso bem-estar colectivo, o chamado motor da economia, e que esses entes maravilhosos devem ser protegidos e beneficiados como se fossem espécies em vias de extinção. E tudo resolve-se à custa de dinheiro que não existe e que alguém há-de pagar um dia. A justiça está cada mais injusta, a saúde destinada apenas aos ricos, o ensino já bateu no fundo, agricultura e pescas desapareceram, e até a igreja e o futebol que já foram um conforto moral em outros tempos, estão falidos. Até aqui temos vivido mais ou menos felizes apesar de nem todos terem tido consciência disso, mas daqui para a frente vem aí um mar de dificuldades e tempos difíceis.
Este blog tentará expor as situações mais escandalosas que acontecem no dia a dia e a forma pouco digna como os nossos políticos agravam a nossa situação futura para benefício próprio. Porque não sabem nem têm a coragem de fazer diferente. Acima de tudo penso que é preciso expor que ter políticos deste nível é o mesmo que não ter nada e que no fundo existe um vazio de poder em Portugal, o governo não tem autoridade e cada vez menos legitimidade.
Nesse caso qual a razão para abrir um blog com um título tão negativo? É verdade que está no nosso sangue dizer mal de nós próprios mas não é só isso. Os equilíbrios são sempre situações temporárias e a minha intuição diz-me que estamos a chegar a um ponto de viragem em que o nosso bem-estar vai passar a ser posto em causa. Esta ideia é já uma realidade cruel para quem está a tentar dar os primeiros passos no mundo do trabalho e as consequências atingem por tabela quem ainda possui o privilégio de ter um trabalho estável. Mas não é só isso. Durante o período das vacas gordas criaram-se vícios perniciosos. Cada vez há mais corrupção e cada vez há mais pessoas a viverem bem à custa do estado. Está instalada a ideia de que existe um grupo de pessoas, lobbys e empresas que são responsáveis pelo nosso bem-estar colectivo, o chamado motor da economia, e que esses entes maravilhosos devem ser protegidos e beneficiados como se fossem espécies em vias de extinção. E tudo resolve-se à custa de dinheiro que não existe e que alguém há-de pagar um dia. A justiça está cada mais injusta, a saúde destinada apenas aos ricos, o ensino já bateu no fundo, agricultura e pescas desapareceram, e até a igreja e o futebol que já foram um conforto moral em outros tempos, estão falidos. Até aqui temos vivido mais ou menos felizes apesar de nem todos terem tido consciência disso, mas daqui para a frente vem aí um mar de dificuldades e tempos difíceis.
Este blog tentará expor as situações mais escandalosas que acontecem no dia a dia e a forma pouco digna como os nossos políticos agravam a nossa situação futura para benefício próprio. Porque não sabem nem têm a coragem de fazer diferente. Acima de tudo penso que é preciso expor que ter políticos deste nível é o mesmo que não ter nada e que no fundo existe um vazio de poder em Portugal, o governo não tem autoridade e cada vez menos legitimidade.
Saudações ao novo blog…
ResponderEliminarA função do homem não é pensar, isso qualquer orangotango faz. O homem tem é de conhecer e conhecer a partir da sua situação real. Quem não parte do seu próprio “centro” acaba por ser apenas um veículo de transmissão de ideias alheias. Por ironia, rapidamente achará que essas ideias sempre foram suas e, para consumar o auto-engano, irá defendê-las com uma energia que nunca usaria para alcançar a sua própria clarividência.
Por isso saúdo o autor por apresentar uma disposição oposta à falta de mentalidade reinante. O desafio é maior que a própria compreensão actual pode julgar, é preciso nos elevarmos para ver onde fica o verdadeiro horizonte. Muitos são os chamados, poucos os escolhidos.
WB