Fazendo o rescaldo das europeias o único derrotado foi o PS que numa eleição em que a esquerda votou massivamente teve uma percentagem de votos ridícula. Mesmo assim o PS continua a achar que apenas levou um susto quando na realidade foi notificado que daqui para a frente tem de arranjar uma muleta para apoiar um governo cuja credibilidade já só pode piorar. Eventualmente até será o partido mais votado nas legislativas mas a maioria absoluta já é uma ilusão e o tempo das vacas gordas acabou.
O PSD foi abençoado por um milagre chamado Paulo Rangel que contra a vontade do próprio partido conseguiu motivar o eleitorado base e ainda foi buscar uns quantos votos extra. Os ventos mudaram e o discurso que antes era enfadonho agora parece ser a melhor estratégia. Se a Manuela Ferreira Leite interpretar correctamente os resultados e conseguir passar a imagem que está a concorrer sozinha contra o próprio partido, pode ser que consiga repetir a proeza dos 31% e quem sabe discutir a vitória. No fundo existe uma grande intolerância à marca PSD e quem quiser ganhar eleições por este partido terá sempre de mostrar que é diferente da maior parte das pessoas que o constituem. Essa foi a grande lição dada pelo pequeno Rangel e só por isso mereceu a vitória que lhe foi entregue numa bandeja pelo senhor engenheiro Sócrates.
O BE está a viver um sonho, passou o PCP e apresenta-se como o principal candidato a muleta. Foi uma espécie de cheque ao rei. Mas está-se mesmo a ver que o cheque mate está a caminho. Resta saber se até às legislativas vão conseguir manter a fachada de serem um partido democrático. Sinceramente acho que sim, já falta pouco tempo e falhar agora seria como falhar um penalti. As europeias foram apenas um aperitivo para a preparar o prato principal. Vão ter tantos votos que nem vão saber o que fazer com eles.
O PCP ganhou porque ainda não foi desta que perdeu. Teve mais votos que o costume mas também numa eleição em que até os brancos e nulos tiveram 6% não se pode dizer que tenha sido uma grande proeza. Ao contrário do vizinho BE é um partido de boas pessoas, com os pés bem assentes na terra e que sabem que terão de fazer uma travessia no deserto até que a onda bloquista mostre a sua verdadeira face.
O CDS ganhou e de que maneira, não só não desapareceu como agora até pode vir a ser a muleta de alguém. Resta saber se vão conseguir ganhar a aposta que se segue, serem a ala direita do PSD ou a ala esquerda do PS. Se tentarem ser as duas coisas ao mesmo tempo arriscam-se novamente a entrar no táxi.
Os brancos e nulos finalmente conseguiram passar a barreira psicológica da desconsideração total. Nunca mais serão negligenciados nas sondagens e têm tudo para subirem e serem uma força dominante. Foi a maior vitória de todas.
O PSD foi abençoado por um milagre chamado Paulo Rangel que contra a vontade do próprio partido conseguiu motivar o eleitorado base e ainda foi buscar uns quantos votos extra. Os ventos mudaram e o discurso que antes era enfadonho agora parece ser a melhor estratégia. Se a Manuela Ferreira Leite interpretar correctamente os resultados e conseguir passar a imagem que está a concorrer sozinha contra o próprio partido, pode ser que consiga repetir a proeza dos 31% e quem sabe discutir a vitória. No fundo existe uma grande intolerância à marca PSD e quem quiser ganhar eleições por este partido terá sempre de mostrar que é diferente da maior parte das pessoas que o constituem. Essa foi a grande lição dada pelo pequeno Rangel e só por isso mereceu a vitória que lhe foi entregue numa bandeja pelo senhor engenheiro Sócrates.
O BE está a viver um sonho, passou o PCP e apresenta-se como o principal candidato a muleta. Foi uma espécie de cheque ao rei. Mas está-se mesmo a ver que o cheque mate está a caminho. Resta saber se até às legislativas vão conseguir manter a fachada de serem um partido democrático. Sinceramente acho que sim, já falta pouco tempo e falhar agora seria como falhar um penalti. As europeias foram apenas um aperitivo para a preparar o prato principal. Vão ter tantos votos que nem vão saber o que fazer com eles.
O PCP ganhou porque ainda não foi desta que perdeu. Teve mais votos que o costume mas também numa eleição em que até os brancos e nulos tiveram 6% não se pode dizer que tenha sido uma grande proeza. Ao contrário do vizinho BE é um partido de boas pessoas, com os pés bem assentes na terra e que sabem que terão de fazer uma travessia no deserto até que a onda bloquista mostre a sua verdadeira face.
O CDS ganhou e de que maneira, não só não desapareceu como agora até pode vir a ser a muleta de alguém. Resta saber se vão conseguir ganhar a aposta que se segue, serem a ala direita do PSD ou a ala esquerda do PS. Se tentarem ser as duas coisas ao mesmo tempo arriscam-se novamente a entrar no táxi.
Os brancos e nulos finalmente conseguiram passar a barreira psicológica da desconsideração total. Nunca mais serão negligenciados nas sondagens e têm tudo para subirem e serem uma força dominante. Foi a maior vitória de todas.
Last but not least a grande força da abstenção. Haverá quem considere que a abstenção representa as pessoas que não votaram PS porque não era preciso. Grande falta de visão! A abstenção será igualmente enorme nas legislativas, próxima dos 50%, porque a maioria das pessoas estão fartas deste governo, não acreditam em nenhuma das alternativas e não têm pachorra para ir votar branco ou nulo, que na verdade é a única força política que realmente as representa.
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